Hoje eu estou chapada. Ontem foi dia de terapia, e o tema foi uma grande insegurança que gritou dentro de mim que passou a afetar meu relacionamento. Estamos com visita em casa, e eu não havia pensado que eu precisaria me preparar um pouco pra uma quebra temporária de rotina/privacidade. Há alguns dias eu havia começado a me sentir muito ansiosa, estava ficando facilmente irritada, e sempre com minhas paranoias. Então fumava um pra me acalmar e aguentar a barra e tomava uma amitriptilina. Não a barra de termos uma visita, mas a barra de controlar a ansiedade de estar me coçando inteira e não conseguir uma consulta antes do dia 28. Não consigo ser eu na presença de qualquer pessoa. De uns tempos pra cá a presença/contato de algumas pessoas tem me dado uma vontade extrema de sumir. Estou todos os dias tentando. Tentando dormir. Tentando acordar e levantar. Tentando sair. Tentando trabalhar. Tentando não chorar. Tentando não sentir vontade de jogar tudo para o alto e sumir. De maneira literal. Tenho me sentido uma pessoa abusiva. Desde que voltei a me trancar em casa eu tenho conseguido sair algumas vezes mas parte delas eu tenho estragado algum rolê com uma crise de ansiedade ou alguma paranóia. [hoje é 12 de junho e no dia que escrevi esse parágrafo eu não consegui continuar, mas vou postar assim mesmo para possíveis finds terapêuticos).
15:31: fumei um baseado. Hoje eu tô me sentindo meio confusa. Eu estava crente de que estou num nível bem melhor de autocontrole emocional e psicológico, mas hoje eu já não tenho tanta certeza. Distraída mais cedo comecei a cantarolar e depois de alguns segundos eu senti meu rosto e corpo queimarem e um baita frio na barriga, então me calei. Hoje eu percebi que minha insegurança é tão grande que eu sinto vergonha até de mim mesma. Nunca fui o tipo de criança que faz barulho demais. Eu aprontava calada. Também nunca fui de dançar sozinha ou fazer qualquer coisa que vá chamar a atenção de todos pra mim. E me lembrei de um dia na terapia que a Rosi durante um exercício me pediu para cruzar os braços no peito, fechar os olhos e cantarolar (de boca fechada) bem baixinho uma melodia que iria me trazer calma. Eu consegui fazer tudo, menos cantarolar ou emitir qualquer som que não fosse minha fala em uma conversa normal. Eu não sei se isso é timidez, se é medo de ser criticada por alguma razã...
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