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Mostrando postagens de abril, 2019

Retomando a rotina - 29 de Abril de 2019

Hoje escrevo feliz.  E eu nunca disse que deixaria de escrever aqui quando estivesse feliz, nem disse que escreveria apenas enquanto estivesse mal. Não estou curada, mas estou no processo! Minha última semana foi incrível. Mesmo estando dentro de casa tenho estabelecido horários pra acordar, dormir, comer, etc. Não sei onde foi o ponto crucial entre o fundo do poço e o dia de hoje. Tenho aprendido na terapia a me respeitar e ser mais gentil comigo. Como fazer isso? Bom, a maneira que eu fiz foi o seguinte: primeiro eu escutei quando alguém me disse pra ser mais gentil comigo mesmo e percebi que faz sentido. Depois pensei em quais maneiras eu tenho sido cruel comigo, e percebi que quando faço algo errado ou derrubo algo acidentalmente por exemplo, logo solto um palavrão e solto palavras negativas sobre mim como "como você sonsa, Amanda!" "Como você é lerda/burra, Amanda!" E essas afirmações não brotaram na minha cabeça, alguém um dia me disse isso. Quando alguém me...

Quarta-feira 24 de Abril.

(20:30h) Dor de cabeça atrás dos olhos e náuseas o dia todo. Mãos suando Tremedeira Fraqueza corporal Dificuldade absurda em me concentrar Ando de um lado pro outro no quarto, não consigo ficar parada mas não aguento ficar em pé muito tempo. Explosões de raiva com qualquer coisa Taquicardia Vontade de chorar ao precisar fumar um baseado pra vencer uma crise de ansiedade. Ainda não funcionou nem o baseado. Meus olhos não param de piscar. Me sinto como um cão maltratado inseguro com todo e qualquer movimento "em volta". Que merda terrível. Já tinha me esquecido como é. Não consigo manter um contato constante com meus pais nem ninguém pelo telefone nem socialmente falando, porque ás vezes eu sinto preguiça de responder mensagens. Eu não era assim. Tem dias que é muito difícil querer viver. Mas eu tenho me saído muito bem, tenho descobrindo novas razões. Tem dia que elas ficam pequenas perto da vontade de desistir. É incrível como a pessimista suicida que vive dentro...

Integrar-se a si - 23 de abril de 2019 .

Hoje, terça-feira, 23 de Abril de 2019, estou escrevendo nesse diário pela primeira vez, pois quem começou esse diário foi a Amanda perdida. Eu hoje sou apenas Amanda. Não quero dizer que eu tenha múltiplas personalidades nem nada do tipo, quero dizer primeiramente que eu aprendi que dentro de mim não existe apenas uma pessoa, e isso não é um problema desde que todas partes tenham sua vez de ser ouvidas e compreendidas. Dentro de mim existem várias Amandas. As que eu consegui identificar até hoje são (imagine cada exemplo como uma pessoa singular): Desmotivada, Ingênua, Teimosa, Explosiva, Defensiva, Reclamona, Bondosa, Empática, Carente, Disposta, Preocupada com o que os outros pensam/dizem e por último  mas nada menos importante: a que já desistiu. Agora imagine uma sala vazia, apenas com algumas cadeiras posicionadas em forma de círculo. Em cada uma dessas cadeiras, está sentada uma dessa...
(Eu jamais deixaria de te recordar no meu diário sobre o momento mais importante da minha vida.) Dia 04/04/2019 foi seu aniversário de 21 anos. Nossa diferença de idade é de 4 anos, e não faz diferença alguma. Você foi a pessoa mais paciente, sensata e madura pra idade que tem, que eu já tive a sorte de conhecer. E com você tenho apenas crescido e sido feliz. Eu não tenho palavras pra dizer o quanto sou grata pela relação que temos. É tudo incrível, desde o acordar até ao deitar ao seu lado. Amo como nós nunca saímos de casa sem dar um (ou uns) beijos uma na outra, mesmo que a outra esteja dormindo (e se estiver, o fazemos com todo o cuidado do mundo). Amo como TODOS OS DIAS nós conversamos sobre como foi nosso dia. Amo como posso te contar qualquer coisa que está na minha cabeça, mesmo que isso seja sobre alguém ou algo que você não simpatize muito, ou eu simpatize muito. AMO como somos PARCEIRAS antes de ser namoradas. Amo como nós nunca tivemos uma briga, e quanto tivemos um ...

A primeira vez que escrevi sobre e para o meu pai.

Na terça feira (02) foi minha última terapia. Antes dessa terapia eu havia pedido pra Rosiane (minha terapeuta) pra pularmos umas etapas da terapia e chegar num assunto específico da terapia: tratar um trauma que acredito ser o que me fez parar totalmente minha vida. Quando eu achar melhor postarei uma carta que escrevi e enviei para meu pai, e instantâneamente nos dei a oportunidade de reparar um vínculo importantíssimo em nossas vidas.

Papai...

"Eu nunca escrevi sobre meu pai. Eu tinha medo de escrever sobre meu pai e ser injusta com ele, pois eu sofri muito e coloquei muito da culpa disso tudo nele (mesmo que inconscientemente), pois é nele que eu buscava refúgio, e por um tempo ele não esteve aqui. Hoje vou fazer como sempre faço na terapia. Vou voltar lá em 1994, quando nasci, e vou escrever sobre o meu pai. Nasci dia 5 de março de 1994. Meus pais eram casados, meu irmão tinha 5 anos de idade, uma família linda! A primeira lembrança que tenho com meu pai, é do dia que eu caí com um copo de vidro na mão e me machuquei. Eu não sei se tinha 3, 4 ou 5 anos de idade, mas é por aí. Meu coração me conta que sempre fui tão apaixonada pelo meu pai, que nesse dia ele estava se preparando pra sair escondido de mim numa noite, acho que ele ia na pastelaria, e eu não iria deixar ele sair. Eu estava na sala com minha mãe, calçada com os chinelos do meu pai e com um copo de água na mão. Eu ouvi o barulho da chave e no automát...