Hoje, como em todos os dias dessa semana, eu me sinto bem. Bem de verdade! Não tenho razões pra reclamar no momento, e mesmo que tivesse, eu me reservaria o direito de me manter em paz.
Eu não sei exatamente o que fiz ou como fiz pra simplesmente ficar bem. A ultima vez que me lembro de ter tido uma crise foi quando a amiga da Jackie estava de visita em casa por 6 dias, e elas queriam ir numa balada. Eis que me surge um imenso sentimento de insegurança quando a Jackie me pergunta ser tudo bem ela ir com a amiga já que eu não queria ir (a crise começou no momento em que elas falaram em balada). Estávamos na rua, dando uma passeada no centro de Londres e resolvemos entrar em um museu de arte. Lá eu me distraí um pouco, tirei muitas fotos, era tudo lindo e arcaico. Nesse mesmo dia eu precisava voltar em casa pois tinha uma sessão de terapia qual eu me atrasei porque havia acontecido um acidente na linha férrea em que eu estava, mas ainda assim consegui me organizar com Rosiane pra terapia. Eu e Jackie voltaríamos pra casa e a amiga dela que estava acompanhada com outro amigo dos dois ficariam pra passear pelo centro de Londres, mas acabaram voltando pra casa assim que terminei a terapia. E o tema da terapia foi justamente essa insegurança louca que havia brotado em mim a semana inteira. Não sei se foi ciúme da amiga dela, se foi ciúme do vento, se foi falta de preparação da minha parte pra receber uma visita e passar 6 dias sem privacidade alguma, se foi medo de ficar sozinha em casa (a casa que eu detestava viver nela de tanta dor de cabeça que as pessoas e a Landlady (pessoa que aluga a casa e realoca pra outras pessoas pra gerar lucro) me davam. Ainda bem que tive a terapia, senão teria surtado ou socado alguém. Estava acumulando stress a cada minuto do dia. Nesse dia eu chorei a terapia INTEIRA, e depois também até dormir.
Abri a porta de casa com o rosto inchado e olhos vermelhos de tanto chorar, então eles entraram e a Jackie me chamou pra caminharmos um pouco pelas ruas do bairro e conversarmos, e fomos. Eu estava morrendo de medo de estragar tudo pois sabia que o que estava sentindo eu não deveria estar sentindo, mas eu estava. Então eu me abri, disse pra ela sobre minha insegurança e sobre como eu não entendo porque estar sentindo. Tivemos uma longa conversa sobre tudo quer aconteceu na ultima semana, ela me esclareceu coisas que eu não tinha conseguido perceber antes, eu disse pra ela coisas que ela não conseguiu perceber antes também, e chegamos ao fim da conversa com um abraço apertado e ela me dizendo que ficaria em casa comigo hoje mas que eu precisaria me acostumar pois em algum momento ela iria ter que sair com a amiga dela já que ela ficou de mostrar um pouco daqui pra ela, e eu com grande receio acertei. E me lembrei do livro Milagre da manhã, onde eu posso consertar tudo mesmo sem a ajuda da minha parceira, e assim o fiz. Eu e Jackie ficamos em casa nesse dia, mas no dia seguinte combinamos de ir pra balada.
E o dia seguinte chegou. E conforme as horas iam passando a hora de ir pra balada ia se aproximando, e minha barriga já havia começado a se revirar inteira com um puta frio na barriga, uma tremedeira e uma confusão mental danada. Estávamos quase prontas e eu deitei na cama com uma ansiedade louca gritando dentro de mim mas tentando não externalizar isso pra não parecer desesperada ou não estragar o rolê delas. Então me lembrei da terapia do dia anterior onde Rosiane me disse que quando eu sentir pânico ao fazer alguma coisa, me esforçar ao máximo e simplesmente fazer assim mesmo. E fui. Eis que chegamos na estação de trem e meus batimentos cardíacos ultrapassavam os 147. Meu celular tem um sensor que consegue medir os batimentos cardíacos e outras coisas mais, e eu sempre uso com a justificativa do meu medo de morrer. E fui. E mesmo surtando por dentro eu havia feito comigo mesma o acordo de fingir que tá tudo bem e tudo lindo até o fim da noite, mesmo que não esteja, As meninas queriam tomar a tal da bala. O que me deixou mais nervosa ainda, até eu perceber que poderia apenas dizer não e não usar. Mas minha ansiedade vinha da Jackie tomar também. Eu não gosto que ela tome essas coisas, mas não me sinto no direito de impedir ela. Eu só peço que ela não faça, e quando ela fizer, não é justo terminar a relação, então em simplesmente me obrigo a fingir que tá tudo bem. E assim chegamos na primeira baladinha que funciona até as 23h, tomei 2 cervejas lá. E mesmo sem vontade decidi que dançaria a cada segundo da noite. Então fomos pra próxima balada, e lá bebi várias outras cervejas e encontrei um grupo de colegas que conheço aqui, e passamos o resto da noite juntos. Eu conheci também o Louis. Um garoto magro de cabelos loiros pouco mais alto que eu. Conheci ele na fila pra comprar cerveja. A gente se esbarrou e começou a conversar. Percebi que ele não tinha ninguém por perto e perguntei, então ele me disse que não mora em Londres, não me lembro bem de onde ele era, mas ele estava sozinho, então chamei ele pra ficar com a gente pelo resto da noite. Ele topou e apresentei ele pros meus amigos. E assim eu me distraí verdadeiramente. O que eu estava fingindo passou a ser verdade, e eu comecei a ter uma noite incrível rodeada de gente com energia gostosa e dançando com todos e sozinha. Em um momento da noite nos perdemos do Louis, fui louca procurar ele e deixei nossos amigos em um lugar especifico. E achei. Eu achei ele! Hahaha. E só nos perdemos de novo na hora de ir embora. Minha noite começou com uma crise de ansiedade das que eu não tinha há muito tempo, e terminou com horas de diversão intensa, um novo amigo que eu provavelmente nunca mais vou encontrar e pessoas felizes em estarem perto de mim (o que eu sei que não acontecia há muito tempo).
Depois desse dia, as coisas começaram a ficar mais leves pra mim. Eu continuei tendo muito azar. Coisas fodidas acontecem comigo o tempo inteiro, de verdade. Quem me conhece e convive comigo concorda que sou digna de ser chamada de azarada. O que mudou depois daquele dia foi a importância que dou pra essas coisas. Eu sofria muito e remoía por dias, meses, anos. E há algum tempo eu tenho conseguido recuperar vínculos, perdoado pessoas que talvez nem precisem do meu perdão, e assim fui percebendo que eu estava me perdoando, e não a eles. Eu nunca vou poder mudar as coisas ruins que as pessoas fizeram pra mim em vida, então eu decidi começar a conviver com essas coisas. Com essas pedras. Cada pedra que chuto ou que me jogam, eu decido se quero ou não colocar na minha mochila. Quando posso tirar algum aprendizado (e eu quase sempre posso) eu vou colocando na minha mochila. E ela não vai me dar dor nas costas de tão pesada, pois estou aprendendo a psicoeducação e quando minha mochila começa a ficar pesada eu paro no meio do caminho, construo um castelinho e continuo caminhando de mochilas vazias, e assim deixando coisas bonitas pelo meu caminho.
E cá estou, de folga com máscara de abacate com couve no rosto me dando um dia de princesa sem sofrer e sem me culpar, pois estou de folga e não desempregada! Pois é, eu tenho um novo emprego como Chefe num restaurante requintado de Londres. E eu fui escolhida! 4 pessoas contando comigo fizeram teste essa semana. Um dia de 4h de teste, e um dia de 6h de teste. E eu fui escolhida porque há uns meses eu peguei o gosto pela culinária e contei pro Head Cheff (autoridade máxima na cozinha) no dia da entrevista que um dia eu quero estar produzindo minha própria comida, e por isso eu havia me matriculado num curso de culinária. Além dele ter gostado disso ele gostou do meu trabalho, eu mal pude acreditar pois nos outros restaurantes por onde passei eles queriam agilidade e velocidade, eu gostava mas nunca conseguia me adaptar. Sou péssima pra fazer as coisas com pressa. E ele me disse que não quer alguém que faça as coisas com pressa, ele quer alguém que pergunte 100 vezes se for preciso mas que aprenda e tenha gosto pelo que faz. Aparentemente em 2 dias ele viu isso em mim e eu também vi. E decidi que só não vou conseguir se eu não tentar. E decidi que vai ser assim de hoje em diante.
Ontem fui no treino, a bola jogou mais que eu mas valeu a pena. E mal posso esperar pelo próximo treino de futebol no domingo. Sou oficialmente parte do time e ganharemos uniforme! Eu estou empolgada pelos próximos dias de minha vida. Decidi não ir pro Brasil esse ano pois eu iria super apressada e desorganizada. Eu passei muitos dos meus dias aqui querendo voltar pra casa e pra vida que eu dizia detestar. Precisei abrir mão de que o passado poderia ter sido diferente e entender que o futuro pode ser muito melhor do que o passado poderia ter sido, mesmo com o passado sendo como foi! Não posso fazer absolutamente nada pra mudar o que passou, mas posso fazer muito pra que o passado jamais se repita. E esse é o meu compromisso comigo mesma. Já que eu escolhi me dar uma nova chance de me apaixonar pela vida, eu vou viver sem fronteiras! Se um dia as coisas que escrevo ajudarem alguém mais, essas serão as palavras mais importantes do livro ou seja lá o que isso aqui virar: TERAPIA NÃO É SÓ PRA QUEM TEM PROBLEMAS OU DISTÚRBIOS MENTAIS!!!!! Você pode até não ter um distúrbio mental, não ter problemas no seu relacionamento ou ter tudo que pediu na vida, mas com a terapia você pode melhorar o que já é bom também. A terapia não é só sentar na frente de um estranho e contar toda sua vida. A terapia é como uma escola onde aprendemos matemática e ciências. Você se senta na frente de um profissional e lhe conta um pouco de sua vida, então ele te ensina como você poderia ter agido em determinada situação, como você pode agir daqui pra frente em determinada situação, e as vezes eles usam métodos além da conversa como por exemplo a terapia EMDR, a que faço, que é cientificamente comprovada e aprovada como meio de terapia bastante tecnológico, que utiliza movimentos oculares e outras táticas profissionais da qual eu provavelmente não tenho nem noção, mas acredito que ninguém dedica anos de sua vida a uma profissão placebo. Terapia é importante pra todos. Pode não ser necessária, mas ainda é uma ferramenta positiva com 100% de chances de eficácia, mas a sua entrega e presença é o principal.
Eu não sei exatamente o que fiz ou como fiz pra simplesmente ficar bem. A ultima vez que me lembro de ter tido uma crise foi quando a amiga da Jackie estava de visita em casa por 6 dias, e elas queriam ir numa balada. Eis que me surge um imenso sentimento de insegurança quando a Jackie me pergunta ser tudo bem ela ir com a amiga já que eu não queria ir (a crise começou no momento em que elas falaram em balada). Estávamos na rua, dando uma passeada no centro de Londres e resolvemos entrar em um museu de arte. Lá eu me distraí um pouco, tirei muitas fotos, era tudo lindo e arcaico. Nesse mesmo dia eu precisava voltar em casa pois tinha uma sessão de terapia qual eu me atrasei porque havia acontecido um acidente na linha férrea em que eu estava, mas ainda assim consegui me organizar com Rosiane pra terapia. Eu e Jackie voltaríamos pra casa e a amiga dela que estava acompanhada com outro amigo dos dois ficariam pra passear pelo centro de Londres, mas acabaram voltando pra casa assim que terminei a terapia. E o tema da terapia foi justamente essa insegurança louca que havia brotado em mim a semana inteira. Não sei se foi ciúme da amiga dela, se foi ciúme do vento, se foi falta de preparação da minha parte pra receber uma visita e passar 6 dias sem privacidade alguma, se foi medo de ficar sozinha em casa (a casa que eu detestava viver nela de tanta dor de cabeça que as pessoas e a Landlady (pessoa que aluga a casa e realoca pra outras pessoas pra gerar lucro) me davam. Ainda bem que tive a terapia, senão teria surtado ou socado alguém. Estava acumulando stress a cada minuto do dia. Nesse dia eu chorei a terapia INTEIRA, e depois também até dormir.
Abri a porta de casa com o rosto inchado e olhos vermelhos de tanto chorar, então eles entraram e a Jackie me chamou pra caminharmos um pouco pelas ruas do bairro e conversarmos, e fomos. Eu estava morrendo de medo de estragar tudo pois sabia que o que estava sentindo eu não deveria estar sentindo, mas eu estava. Então eu me abri, disse pra ela sobre minha insegurança e sobre como eu não entendo porque estar sentindo. Tivemos uma longa conversa sobre tudo quer aconteceu na ultima semana, ela me esclareceu coisas que eu não tinha conseguido perceber antes, eu disse pra ela coisas que ela não conseguiu perceber antes também, e chegamos ao fim da conversa com um abraço apertado e ela me dizendo que ficaria em casa comigo hoje mas que eu precisaria me acostumar pois em algum momento ela iria ter que sair com a amiga dela já que ela ficou de mostrar um pouco daqui pra ela, e eu com grande receio acertei. E me lembrei do livro Milagre da manhã, onde eu posso consertar tudo mesmo sem a ajuda da minha parceira, e assim o fiz. Eu e Jackie ficamos em casa nesse dia, mas no dia seguinte combinamos de ir pra balada.
E o dia seguinte chegou. E conforme as horas iam passando a hora de ir pra balada ia se aproximando, e minha barriga já havia começado a se revirar inteira com um puta frio na barriga, uma tremedeira e uma confusão mental danada. Estávamos quase prontas e eu deitei na cama com uma ansiedade louca gritando dentro de mim mas tentando não externalizar isso pra não parecer desesperada ou não estragar o rolê delas. Então me lembrei da terapia do dia anterior onde Rosiane me disse que quando eu sentir pânico ao fazer alguma coisa, me esforçar ao máximo e simplesmente fazer assim mesmo. E fui. Eis que chegamos na estação de trem e meus batimentos cardíacos ultrapassavam os 147. Meu celular tem um sensor que consegue medir os batimentos cardíacos e outras coisas mais, e eu sempre uso com a justificativa do meu medo de morrer. E fui. E mesmo surtando por dentro eu havia feito comigo mesma o acordo de fingir que tá tudo bem e tudo lindo até o fim da noite, mesmo que não esteja, As meninas queriam tomar a tal da bala. O que me deixou mais nervosa ainda, até eu perceber que poderia apenas dizer não e não usar. Mas minha ansiedade vinha da Jackie tomar também. Eu não gosto que ela tome essas coisas, mas não me sinto no direito de impedir ela. Eu só peço que ela não faça, e quando ela fizer, não é justo terminar a relação, então em simplesmente me obrigo a fingir que tá tudo bem. E assim chegamos na primeira baladinha que funciona até as 23h, tomei 2 cervejas lá. E mesmo sem vontade decidi que dançaria a cada segundo da noite. Então fomos pra próxima balada, e lá bebi várias outras cervejas e encontrei um grupo de colegas que conheço aqui, e passamos o resto da noite juntos. Eu conheci também o Louis. Um garoto magro de cabelos loiros pouco mais alto que eu. Conheci ele na fila pra comprar cerveja. A gente se esbarrou e começou a conversar. Percebi que ele não tinha ninguém por perto e perguntei, então ele me disse que não mora em Londres, não me lembro bem de onde ele era, mas ele estava sozinho, então chamei ele pra ficar com a gente pelo resto da noite. Ele topou e apresentei ele pros meus amigos. E assim eu me distraí verdadeiramente. O que eu estava fingindo passou a ser verdade, e eu comecei a ter uma noite incrível rodeada de gente com energia gostosa e dançando com todos e sozinha. Em um momento da noite nos perdemos do Louis, fui louca procurar ele e deixei nossos amigos em um lugar especifico. E achei. Eu achei ele! Hahaha. E só nos perdemos de novo na hora de ir embora. Minha noite começou com uma crise de ansiedade das que eu não tinha há muito tempo, e terminou com horas de diversão intensa, um novo amigo que eu provavelmente nunca mais vou encontrar e pessoas felizes em estarem perto de mim (o que eu sei que não acontecia há muito tempo).
Depois desse dia, as coisas começaram a ficar mais leves pra mim. Eu continuei tendo muito azar. Coisas fodidas acontecem comigo o tempo inteiro, de verdade. Quem me conhece e convive comigo concorda que sou digna de ser chamada de azarada. O que mudou depois daquele dia foi a importância que dou pra essas coisas. Eu sofria muito e remoía por dias, meses, anos. E há algum tempo eu tenho conseguido recuperar vínculos, perdoado pessoas que talvez nem precisem do meu perdão, e assim fui percebendo que eu estava me perdoando, e não a eles. Eu nunca vou poder mudar as coisas ruins que as pessoas fizeram pra mim em vida, então eu decidi começar a conviver com essas coisas. Com essas pedras. Cada pedra que chuto ou que me jogam, eu decido se quero ou não colocar na minha mochila. Quando posso tirar algum aprendizado (e eu quase sempre posso) eu vou colocando na minha mochila. E ela não vai me dar dor nas costas de tão pesada, pois estou aprendendo a psicoeducação e quando minha mochila começa a ficar pesada eu paro no meio do caminho, construo um castelinho e continuo caminhando de mochilas vazias, e assim deixando coisas bonitas pelo meu caminho.
E cá estou, de folga com máscara de abacate com couve no rosto me dando um dia de princesa sem sofrer e sem me culpar, pois estou de folga e não desempregada! Pois é, eu tenho um novo emprego como Chefe num restaurante requintado de Londres. E eu fui escolhida! 4 pessoas contando comigo fizeram teste essa semana. Um dia de 4h de teste, e um dia de 6h de teste. E eu fui escolhida porque há uns meses eu peguei o gosto pela culinária e contei pro Head Cheff (autoridade máxima na cozinha) no dia da entrevista que um dia eu quero estar produzindo minha própria comida, e por isso eu havia me matriculado num curso de culinária. Além dele ter gostado disso ele gostou do meu trabalho, eu mal pude acreditar pois nos outros restaurantes por onde passei eles queriam agilidade e velocidade, eu gostava mas nunca conseguia me adaptar. Sou péssima pra fazer as coisas com pressa. E ele me disse que não quer alguém que faça as coisas com pressa, ele quer alguém que pergunte 100 vezes se for preciso mas que aprenda e tenha gosto pelo que faz. Aparentemente em 2 dias ele viu isso em mim e eu também vi. E decidi que só não vou conseguir se eu não tentar. E decidi que vai ser assim de hoje em diante.
Ontem fui no treino, a bola jogou mais que eu mas valeu a pena. E mal posso esperar pelo próximo treino de futebol no domingo. Sou oficialmente parte do time e ganharemos uniforme! Eu estou empolgada pelos próximos dias de minha vida. Decidi não ir pro Brasil esse ano pois eu iria super apressada e desorganizada. Eu passei muitos dos meus dias aqui querendo voltar pra casa e pra vida que eu dizia detestar. Precisei abrir mão de que o passado poderia ter sido diferente e entender que o futuro pode ser muito melhor do que o passado poderia ter sido, mesmo com o passado sendo como foi! Não posso fazer absolutamente nada pra mudar o que passou, mas posso fazer muito pra que o passado jamais se repita. E esse é o meu compromisso comigo mesma. Já que eu escolhi me dar uma nova chance de me apaixonar pela vida, eu vou viver sem fronteiras! Se um dia as coisas que escrevo ajudarem alguém mais, essas serão as palavras mais importantes do livro ou seja lá o que isso aqui virar: TERAPIA NÃO É SÓ PRA QUEM TEM PROBLEMAS OU DISTÚRBIOS MENTAIS!!!!! Você pode até não ter um distúrbio mental, não ter problemas no seu relacionamento ou ter tudo que pediu na vida, mas com a terapia você pode melhorar o que já é bom também. A terapia não é só sentar na frente de um estranho e contar toda sua vida. A terapia é como uma escola onde aprendemos matemática e ciências. Você se senta na frente de um profissional e lhe conta um pouco de sua vida, então ele te ensina como você poderia ter agido em determinada situação, como você pode agir daqui pra frente em determinada situação, e as vezes eles usam métodos além da conversa como por exemplo a terapia EMDR, a que faço, que é cientificamente comprovada e aprovada como meio de terapia bastante tecnológico, que utiliza movimentos oculares e outras táticas profissionais da qual eu provavelmente não tenho nem noção, mas acredito que ninguém dedica anos de sua vida a uma profissão placebo. Terapia é importante pra todos. Pode não ser necessária, mas ainda é uma ferramenta positiva com 100% de chances de eficácia, mas a sua entrega e presença é o principal.
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