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18 de maio de 2019

Acabei de ter uma viagem incrível da possibilidade de me reconectar a minha família e ter uma vida feliz no Brasil. Foi como ter uma ideia nova. O que na verdade foram meus olhos se abrindo para mais uma possibilidade!
Daqui a pouco tenho terapia.
Pensar em voltar pra casa tem me paralisado. As vezes percebo em mim um subconsciente suicida que se aproveita dessa minha saudade de casa e das pessoas que amo e estão longe, pra me sugar e me fazer pensar que o tempo que eu tinha pra me formar um ser humano louvável já se acabou.
Todos os dias eu oscilo entre uma pessoa extremamente aberta pra absorver tudo de bom que puder de tudo, e uma pessoa que tá louca pra jogar tudo pro alto e acabar com essa dinâmica de resistência a tortura que é a vida. Me nasce uma fúria tão grande do peito, uma raiva sem explicação, que se transforma em uma força física absurda inclusive que me faz quebrar as coisas. Eu nunca fui o tipo de pessoa que quebra as coisas. Mas chego ao ponto de que se eu não quebrar alguém eu vou machucar alguém, e adivinhe quem? Eu mesma. Eu fico com raiva de mim mesmo na maioria das vezes. Eu odeio as coisas que eu vejo em mim quando sinto essa explosão venenosa no peito. Parece que tem alguém com op controle remoto da minha vida brincando com os canais o tempo todo. As vezes parece que está tudo muito bem e "agora vai!", mas menos de 2 horas depois parece que eu tô alucinada, vivendo a ilusão de estar despertando uma pessoa amorosa e inteligente dentro de mim. Essa parte negativa consegue diminuir tudo em que eu vejo beleza e me convence de que não passo de uma ignorante inocente. Passo o tempo inteiro me reafirmando mas percebi que não tenho ideia de quem eu sou.

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